quarta-feira, 3 de junho de 2009

Farsa

Como avaliar as pessoas? como acreditar ou não nelas? As vezes nós somos confrontados com as regras da humanidade. Eu sempre imaginei que se deve confiar nas pessoas até elas provarem o contrário. Eu sempre me ferro com isso. Sempre. Mas vou continuar insistindo em acreditar nas pessoas, todas merecem a nossa confiança até que provem o contrário. Uma vez que provem... fica provado que aquela pessoa especificamente não merece confiança. Por mais que os provadores da vida tentem me desalentar eu continuarei na trilha ensinada por meu pai e que bate no meu peito como o meu coração.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Encaixes

As vezes, em tempos, quando sozinhos... encontramos alguém que julgamos ser aquela pessoa por quem sempre esperamos. Preenche nossas expectativas, com leves imperfeições, porém pesada a balança pende pro lado que desejamos. Sim, desejamos. Na maioria das vezes o outro ou outra é quem queremos que seja, nada mais que isso. Sobrepomos nossos sonhos sobre a realidade e nos auto-inflingimos uma miragem e acabamos por ver apenas aquilo que queremos ver. Nos enganamos, nos ludibriamos. Com quantos não acontece isso? Não existe o par perfeito, nem sei se existe o par. Existem partes de pares individuais que não combinam com o outro, que não completam o outro e que nem preenche as expectativas e os sonhos do outro. Apenas servem de molde para que coloquemos a cópia desenhada em nossos sonhos e impressa em nosso cérebro. Sobra um pouco aqui, ajeita-se um pouco ali e pronto. Perfeito. O que não for perfeito a miopia corrige. Amor, miopia. Miopia, amor. Fantasia, realidade. Realidade, fantasia.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Amigos

Não acredito que existam ex-amigos. O que pode existir são amizades hibernadas ou relações que não foram amizades. Sempre falo ao meu filho Henrique que amigos nós temos poucos e tal qual aquela música, amigos são para sempre. Se não foram para sempre, não foi amizade, foi apenas uma proximidade, um relacionamento, companheirismo, interesses afins. As vezes nós mesmo tecemos a teoria de que amigos vão e vem. Amizades não vão e vem, amizades vem e permanecem. Se não permanecem não foram amizades. Não sei se me faço entender, na vida eu tive vários relacionamentos onde imaginei que era amizade, ledo engano. Amigos entendem amigos, corrigem quando é necessário, chamam atenção, não levam em consideração passos em falsos. Isso é amizade. Há definições e clichês, mas o maior clichê é a sobrevivência, persistencia da relação.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Frio

Ontem a noite eu senti frio, muito frio. Mas não um frio devido a queda da temperatura, um frio que eu sentia, vinha de dentro de mim. Um frio que só passou agora com oração. As vezes eu não entendo o mundo espiritual, as vezes eu me perco neste mundo. Eu tentei por vários anos apenas pensar no mundo material, me mantendo na linha respeitando o próximo e não infringindo as leis de Deus. Mas vejo hoje que isso não é suficiente. Vejo que eu devo tentar a todo custo crescer, tanto pessoal, intelecutal como espiritual. Não é impossível, é apenas muito dificil. Nós temos que mirar este caminho, sempre. Nunca deixar de esquecer. Hoje a noite eu senti um frio que vinha de dentro do meu peito, imagino que este frio não era meu, ou era meu por tabela. Dificil. Complicado.

domingo, 3 de maio de 2009

Tentativas

Este blog é uma tentativa. Há vários anos atrás, no passado esquecido, tendia a escrever e ser poeta ou prosador. Tentei, tentei, tentei. Li grandes escritores e me inspirava em Neruda, Guimarães Rosa, Fernando Pessoa, e outros. Me inspirava apenas porque me sentia e me sinto muito longe deles. Há vários anos atrás, também num passado esquecido, escolhi o que imaginava ser meu caminho, olhar o mundo pela ótica da ciência. Virei farmacêutico, abracei a idéia e fiquei sem escrever durante vários anos. As vezes como uma erva daninha a veia teimava em aparecer, rabiscava textos técnicos e tentava colocar algo do cadáver poético dentro de mim. Hoje estou tentando novamente escrever, por incrível que pareça, nunca parei de ler os meus escritores preferidos. Ontem falando com a Carine sobre caminhos e orientação, sinto que eles também fazem parte do meu papel na ciência. Sou um mosaico onde a farmacologia, fisiologia, bioquimica, fisiopatologia se misturam ao romantismo, parnaso, simbolismo e todas as vertentes que existiram, mas que no final das contas apenas contam se misturados num balaio num mosaico aleatório. Sim, talvez o resultado final seja isso, algo sem identidade ou com uma nova identidade. Tenho dois blogs, um técnico e este que escrevo o que me dá na telha. Ambos caminham em paralelo.

sábado, 2 de maio de 2009

Escritos aleatórios

Aleatório como o poeta que cria a partir de pouco. Ergue edificios sobre o pântano. Criar é constuir castelos de areia. Criar e desmantelar e montar novamente uma mesma idéia com uma perspectiva diferente. É um cubismo descubista. Picasso remontando. Sempre que tento criar algo a ciência no meu cérebro parece dificultar, impedir, como que competindo com a criatividade. Sejamos todos criativos. Ciencia e criatividade não podem se chocar como chocam em mim. Ciencia é criação, criaçao é uma ciência. Construir sobre pântanos é um exercício da ciência do difícil, talvez impossível. Escrever um poema com um cérebro matémático é tão dificil quanto.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Filho...

Estou em Goiânia com meu filho Henrique. Vivendo momentos de felicidade com meu fiho. É mais ou menos assim... Não importa o que façamos, somos felizes. Não importa onde vamos, somos felizes. Andamos juntos, abraçados ou não. Brincamos juntos, assistimos filmes juntos, jantamos juntos. Almoçamos juntos. Só lembro de amar meu filho e voltar toda minha atenção para este momento, vivendo 100% da companhia porque nos outros momentos só posso vivenciar a satisfação de saber da sua existencia e de seu amor por mim.
Eu ainda choro quando eu penso nele e sinto tudo o que perdi ao me afastar. Sempre penso nisso com tristeza, sei que ele também sente. Ambos sentimos. Mas... Vou aproveitar.